sábado, 7 de agosto de 2010

68,90 pés




A cada passo, um suspiro e um olhar reluzente de encanto; Dedos furando a areia da praia, como quando mamãe fazia bolo e afundava o garfo na massa tão macia; Alguns assuntos sem direção nenhuma, acompanhados de lindos sorrisos nos lábios teus. Seria isso o que chamamos de sonhar acordadas?

– Nossa, o mar está tão cheio... É lindo, mas assusta um pouco.
– Lua cheia!
– Como?
– Lua cheia – repeti – já deveria saber!
– Não faz mistério, diz logo!
– Um novo (re)começo.
– Um novo começo

Interrompi antes que pudesse completar a frase:

– Espera... Estou na minha maré mais alta agora.
– E o que isso quer dizer?

Foi então que a beijei.

domingo, 1 de agosto de 2010

Cadê o orgulho, Luana?



Eu achei que nós chegamos tão perto. Mas agora com certeza eu enxergo, que no fim, eu amei por nós duas.  

Desculpa se esqueci de elogiar seu cabelo, ou te dizer"bom dia, amor",
Desculpa não ter dito que te amo ao partir,
Desculpa se errei ao medir as palavras ou se nem fiz questão,
Desculpa não estar perto quando você precisa,
Desculpa não ser tudo que você sempre quis ou nada do que você esperava,
Desculpa correr atrás por amar tanto,
Desculpa querer melhorar por mais difícil que pareça,
Desculpa não querer desistir assim,
Desculpa mas eu não sei o que eu fiz.

Tem coisas que a gente nem precisa explicar, é só preciso sentir... Não digo sentir de uma forma física - ta, também dessa forma - mas sentir de dentro de você, como borboletas no estômago, como um calor que surge de vai saber onde, um arrepio que dá “sem” motivo. Há tempos que eu não me sentia assim, há tempos que eu não ficava tão bem... Só de ouvir sua voz, mesmo sabendo que amanhã tudo que falou - depois do “bebi demais”- já não signifique mais nada... Daí que dizer que há mal que vem para bem, e eu aceito o sentido literal desse “ditado” ou seja lá o que for. Um presente dado sem motivo aparente, um beijo roubado sem ter hora pra devolver ou devolvido toda hora, roubado e devolvido, assim por diante, um abraço apertado daqueles que a gente nem quer soltar, um carinho que faz não querer acordar, lembranças que não querem se fazer esquecer, sonhos de chamar de nossa, aquilo que chamamos de vida.