domingo, 1 de agosto de 2010

Cadê o orgulho, Luana?



Eu achei que nós chegamos tão perto. Mas agora com certeza eu enxergo, que no fim, eu amei por nós duas.  

Desculpa se esqueci de elogiar seu cabelo, ou te dizer"bom dia, amor",
Desculpa não ter dito que te amo ao partir,
Desculpa se errei ao medir as palavras ou se nem fiz questão,
Desculpa não estar perto quando você precisa,
Desculpa não ser tudo que você sempre quis ou nada do que você esperava,
Desculpa correr atrás por amar tanto,
Desculpa querer melhorar por mais difícil que pareça,
Desculpa não querer desistir assim,
Desculpa mas eu não sei o que eu fiz.

Tem coisas que a gente nem precisa explicar, é só preciso sentir... Não digo sentir de uma forma física - ta, também dessa forma - mas sentir de dentro de você, como borboletas no estômago, como um calor que surge de vai saber onde, um arrepio que dá “sem” motivo. Há tempos que eu não me sentia assim, há tempos que eu não ficava tão bem... Só de ouvir sua voz, mesmo sabendo que amanhã tudo que falou - depois do “bebi demais”- já não signifique mais nada... Daí que dizer que há mal que vem para bem, e eu aceito o sentido literal desse “ditado” ou seja lá o que for. Um presente dado sem motivo aparente, um beijo roubado sem ter hora pra devolver ou devolvido toda hora, roubado e devolvido, assim por diante, um abraço apertado daqueles que a gente nem quer soltar, um carinho que faz não querer acordar, lembranças que não querem se fazer esquecer, sonhos de chamar de nossa, aquilo que chamamos de vida.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Minha dispnéia umbrática


 Eu liguei pra dizer que estava com saudade de ouvir tua voz, já faz tempo que não escuto, nem pelo vento, nem pelo tempo. Queria saber... Quer juntar tua escova de dentes com a minha por alguns dias, ao menos? Ou então quer esperar teu café da manhã na cama, chá da tarde na varanda e assistir filmes ruins comigo? É que já fugi tanto... Mas a verdade é que corri em círculos. Porque pior que fugir de você, é fugir de mim, não existo por completo se você não existe aqui. Só engano a mim, os outros mesmo vêm que um sorriso falso e amarelo não representa nada além do vazio que me faz sentir. É cansativo procurar em outras bocas teu sorriso, em outro colo teu abrigo... Procurar em outros olhos os teus olhares, já não me traz mais nada.
Não é que eu não tenha nada pra fazer, mas é que as coisas simplesmente não andam... Por mais que eu as empurre, tudo permanece no lugar e então me sinto fraca, frágil, melancólica, chata e sem graça, por onde eu passo não fica brilho, na cama que eu deito é só vazio e solidão. Às vezes o céu até chora por mim e lava minha alma, às vezes ele se irrita, manda raios, relâmpagos e trovões, mas mesmo que eu peça desculpas por não ter você aqui, ele grita, chora e se irrita mais. Acho que o céu não entende que a culpa não é minha, acho que ele pensa que fazer água bater na minha janela e ventar na minha cortina vai trazer você aqui... Antes fosse fácil assim.


Como se já não bastasse, os pássaros lá fora me fazem despertar do único lugar que eu a encontro, eu me irrito com eles, quase os mando sair da sacada. Mas acontece que sem você eu fico tão sozinha que prefiro que continuem me irritando. Não é que isso tudo me deprima, de certa forma me faz bem, o que faz mal mesmo é saber que só irá continuar em palavras. Por isso eu prefiro acreditar que as coisas não são assim, em vão, por isso eu prefiro sentir doer à não sentir nada.